Câmara Federal aprova audiência pública para debater crise no Inpa e outros institutos

Foi aprovado, na Câmara Federal, em Brasília, o requerimento 195/2018 que solicita uma audiência pública para debater a situação dos institutos de pesquisas do Amazonas, que vem sofrendo com seguidos cortes orçamentários e vivem um momento de dificuldades financeiras e de pessoal. O assunto foi levado para conhecimento dos parlamentares através do deputado federal Gedeão Amorim (MDB).

Como justificava para a realização deste debate, o deputado alerta para situação de degradação de órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Instituto Federal do Amazonas (Ifam), a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e outros.

Para os pesquisadores do Inpa, a falta de pessoal é uma ameaça ainda mais grave do que o corte de 39,6% no orçamento – caiu de R$ 42 milhões, no ano passado, para atuais R$ 25,5 milhões. Desde 2006, o quadro de servidores caiu 27%, passando de 769 para 561 funcionários.

O reflexo da falta de pessoal e recursos estão por toda parte no Inpa, Entre os trabalhos descontinuados está o Laboratório de Insetos Sinatrópicos. Responsável pelo estudo de leishmaniose, o local foi fechado no final de 2016, após a aposentadoria do pesquisador Eloy Castellón. Outras áreas estão funcionando de forma precária.

Amparo

Com a Audiência, o deputado federal espera conseguir o apoio de outros parlamentares nesta causa. Para o secretário de administração do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Jorge Lobato, este é o mais importante, pois, dessa forma, os institutos devem conseguir recursos para resolver as situações mais emergenciais.

“As contas estão acumulando a cada mês, então, levar este debate para Brasília, para o conhecimento de senados e ministros é uma forma de juntar forças para essa luta e assim, podemos conseguir recursos que nos ajudem a cumprir o exercício de 2018, pagando nosso pessoal e evitando ainda mais a evasão de pesquisadores”, declara Lobato.



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