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Movimento de caminhoneiros não impactou de forma generalizada serviços de saúde do AM

A Susam informou que o abastecimento interno está normalizado, tanto em relação a combustível, quanto aos insumos hospitalares para a capital e interior. 

No nono dia de paralisação dos caminhoneiros no Brasil, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que não há impactos generalizados nos serviços de saúde no Amazonas. Segundo o órgão, o abastecimento interno está normalizado, tanto em relação a combustível para os veículos de serviços e geradores das unidades, quanto aos insumos hospitalares para a capital e interior.

Na manhã de terça-feira (29), órgãos estaduais se reuniram para uma avaliação da situação, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), da Secretaria de Estado de Segurança (SSP). O consenso é de que o movimento não afetou os serviços essenciais, como saúde, transporte e segurança, após negociação dos sindicatos com o Governo do Estado. À tarde, a reunião foi com os sindicatos que representam o movimento de paralisação.

A preocupação se mantém, segundo a Susam, porque o bloqueio de estradas em outros estados afeta a entrega pelos fornecedores de insumos comprados no mercado nacional. “De forma geral, a rede de saúde está funcionando dentro da normalidade. Temos situações pontuais, em relação a insumos comprados fora, mas estamos monitorando todas elas, para garantir o mínimo de impacto e a normalidade no funcionamento dos serviços de saúde”, afirma o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato.

Um exemplo pontual é o de dois tipos de insulina que deveriam ter sido entregues semana passada na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) – a Degludeca (Tresiba) e a Lispro. Uma delas pode ser substituída por outra que há em estoque.

Os fornecedores alegam que os dois medicamentos não chegaram devido aos atrasos nas transportados que enfrentam bloqueio nas rodovias. O coordenador da Cema, Olavo Tapajós, informou que o órgão está orientando usuários para que avaliem com seus médicos a possibilidade de troca pelos tipos que há no estoque. Ele ressalta que todos os esforços estão sendo feitos para que as entregas ocorram o mais rápido possível.

A Degludeca, que não tem no estoque, segundo Olavo, poderá ser substituída pela insulina Glargina (Lantus). Esta tem disponível em estoque na Cema, para três meses. “As insulinas de ação prolongada podem ser substituídas, após a avaliação e consentimento médico, portanto, na falta da Degludeca, esta poderá ser substituída pela Glargina, que temos em boa quantidade”, observa Olavo Tapajós.

Segundo ele, a Cema também tem estoque suficiente dos tipos de insulina disponibilizados pelo Ministério da Saúde para abastecer as unidades da capital e interior para o ano inteiro, que são a Isófana Humana e a Regular Humana. “Para essas, é feita uma programação anual e, portanto, não há risco de desabastecimento”, garante.

Um laboratório conveniado que presta serviço para a secretaria  também já comunicou baixo estoque de reagentes para a realização de exames.



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