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Relatório da Seap apontava para mortes em presídios quatro dias antes do massacre


Por Asafe Augusto


Manaus – Quatro dias antes do massacre acontecer, a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) tinha um relatório interno que apontava para o conflito que levou às mortes nos presídios de Manaus.

O relatório diz que um evento de grande vulto estaria marcado para os próximos dias nas unidades prisionais.

O departamento de inteligência estimou que entre 15 e 20 presos estariam marcados para morrer.

Esse documento cita, ainda, uma disputa entre dois chefes de facção criminosa. O relatório de inteligência também afirma que há evidências da criação de uma nova facção no amazonas.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), os parlamentares de oposição querem convocar o secretário da Seap, Coronel Marcos Vinícius, mas o requerimento ainda não foi colocado para votação pelo presidente da Casa, deputado Josué Neto.

Veja a nota completa da Seap

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que já dispunha de informações do setor de inteligência do Estado, também apontadas no relatório do Depen, sobre um racha entre integrantes de um mesmo grupo criminoso e a iminência de confronto no CDPM 1. Por conta disso, a Seap montou um plano de contingência desde a última quinta-feira (23/05) e, se antecipando à informação de possível confronto, a Seap fez transferência de presos que seriam possíveis vítimas do CDPM 1 para outras unidades, e manteve de prontidão o Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) para qualquer outra alteração nas demais unidades do sistema.

No domingo (26/05), assim que identificada briga entre detentos em dois pavilhões do Compaj, o GIP foi imediatamente acionado e, em três minutos, começou a atuar na contenção dos confrontos, não tendo evitado mortes que ocorreram em celas, antes do acionamento do GIP, por asfixia, bem como a ação rápida de alguns detentos com estoques feitos com escovas de dentes.

Em paralelo, as forças de segurança iniciaram, de imediato, uma varredura nos demais presídios, a partir de informações da inteligência de que haveria retaliações às mortes do domingo. Desta forma, a Seap, o GIP e demais forças especializadas da Polícia Militar identificaram outras possíveis vítimas, transferindo de celas e pavilhões cerca de 200 presos ameaçados. Na segunda-feira, os detentos de todas as unidades prisionais estavam trancados nas celas e as visitas foram suspensas. As 40 mortes aconteceram dentro das celas, todas por asfixia, dificultando a atuação imediata do GIP.

O Governo do Amazonas ressalta, ainda, que a melhoria do controle do sistema prisional é o uma preocupação desde o início desta administração. Em cinco meses de 2019, o Governo agiu para melhorar o controle do sistema prisional ao criar o Grupo de Intervenção Penitenciária e o reforço nas revistas, o que foi um grande avanço, se comparado com o massacre de 2017, quando os presos tinham armas e celulares, as ocorrências neste ano não envolveram armas, o que comprova que as revistas e o controle estão sendo mais eficazes.

Além disso, o Estado implantou o sistema de Teleaudiências, evitando o transporte de presos para audiências fora dos presídios, reduzindo custo e aumentando a segurança, e construiu gaiolas de contenção e de travas automatizadas no Compaj, como medida de segurança e prevenção em motins.



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