Federal faz nova ação da “Maus Caminhos” nesta terça-feira em Manaus

Na operação “Eminência Parda” a PF prendeu empresário que atuava de forma oculta bastidores da política.


Da redação


Manaus – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação “Eminência Parda”, uma nova ação da “Operação Maus Caminhos”, que investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

Entre os envolvidos estão um empresário pecuarista com atuação em Boca do Acre/AM e Manaus/AM, José Lopes, e seu cunhado, também empresário, Gustavo Henrique Macário Bento, que atua no ramo de fornecimento de refeições e ganhou contrato de R$ 32 milhões sem licitação.

De acordo com o Inquérito da Polícia Federal, os dois envolvidos teriam utilizado de uma empresa fornecedora de refeições para, em conluio com o então administrador de uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atuava na administração de hospitais e serviços médicos hospitalares no Estado do Amazonas, desviar recursos públicos federais, mediante a simulação de serviços e outras fraudes, como a prática de sobrepreço, que possibilitaram pagamentos indevidos reiteradas vezes.

Além disso, a investigação criminal também possibilitou a descoberta da possível prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do empresário que atua no ramo da pecuária, em cooperação com outros investigados da Operação “Maus Caminhos”.

De acordo com as provas obtidas, o empresário teria chegado a receber periodicamente e em espécie, a quantia de R$ 1.040.000,00 milhão, repassada pelo então administrador da OSCIP, com a finalidade de ocultar a origem, natureza e propriedade do dinheiro público desviado por intermédio da referida organização social.

Esta ação acontece 11 dias depois da deflagração da “Operação Vertex” que também é uma fase da “Maus Caminhos”, e que prendeu a ex-primeira-dama Nejmi Aziz e os irmãos do senador Omar Aziz.

Seduc

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que a operação deflagrada pela Polícia Federal, não investiga contratos firmados pela pasta na atual administração.

Mas confirmou o contrato com a empresa de um dos alvos da operação.

“…não há qualquer irregularidade no contrato firmado pela Seduc-AM com a empresa G.H Macário Bento, em fevereiro de 2019. O referido termo de contrato, nº 04/2019, que tem como objeto o fornecimento de alimentação preparada para as escolas de tempo integral no interior do estado, foi firmado com base no art. 24, inc. IV da Lei 8.666/1993”, diz um trecho da nota.

A Seduc ainda justificou o contrato feito com a empresa, mas sem licitação. “A contratação de caráter emergencial foi feita de maneira transparente e analisada pelos órgãos de controle e fiscalização como, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que à época entendeu a necessidade da prestação do serviço para assegurar o início do ano letivo”, diz a nota.

“A Seduc-AM destaca, ainda, que a contratação foi feita somente para o tempo necessário para a concretização do processo licitatório nº 13.7792/19, que já foi encaminhado pela Seduc-AM para a Comissão Geral de Licitação (CGL). Atualmente, o processo licitatório está em análise pela assessoria jurídica do órgão”, completou a nota da seduc.



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