Veja o voto dos parlamentares do AM nos vetos da Lei do Abuso de Autoridade

Congresso rejeita 18 e mantém 15 vetos de Bolsonaro ao projeto do abuso de autoridade.


Por Asafe Augusto | redacaoam.com


Manaus – O Congresso Nacional rejeitou a maior parte dos vetos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao projeto de lei que traz as regras para os crimes do abuso de autoridade. Foram derrubados 18 dispositivos, outros 15 dispositivos foram mantidos. A votação ocorreu em Brasília, na noite dessa terça-feira (25).

Entre os três senadores do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB) votou pela manutenção dos vetos e os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) votaram pela derrubada dos vetos.

“Eu entendo que tudo que for feito para dificultar o trabalho do judiciário dificulta mais ainda a vida do cidadão. O judiciário não pode ser amarrado. Temos que cobrar, mas existem outros mecanismos para isso e não o que se passou aqui no Senado”, disse Plínio Valério.

Omar Aziz e Eduardo Braga não deram justificativa sobre o voto para derrubar os vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade.

Já entre os sete deputados federais que participaram da sessão, apenas o deputado Delegado Pablo Oliva (PSL) votou pela manutenção dos vetos. Marcelo Ramos (PL), Silas Câmara (Repub), Átila Lins (PP), José Ricardo (PT), Bosco Saraiva (SD), e Sidney Leite (PSD) votaram pela derrubada dos vetos.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que os trechos da proposta foram vetados por Bolsonaro para que os trabalhos das polícias e do Poder Judiciário não sejam “inviabilizados”, e não promovam, na visão dela um grande benefício para o crime organizado.

“Haverá um clima de constrangimento e insegurança por parte de delegados, promotores, juízes, pessoas que conduzem operações no combate ao crime organizado, no combate à corrupção, no combate aos crimes violentos e promoveremos um enorme benefício ao crime organizado”, disse a deputada.

Defendendo a derrubada dos vetos o Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) disse que a proposta aprovada pelo Congresso é um “instrumento para coibir a prepotência, a arrogância, o abuso cometido no dia a dia contra a população brasileira”.

Veja aqui como votou cada parlamentar.

 



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