Após cartinha ao Papai Noel, menino ganha aparelho de audição

A ação ocorreu durante a visita do Ministro da Saúde a hospitais do RJ.


Eduardo França Gonçalves, 11 anos, tem deficiência auditiva desde 1 ano de idade e hoje (30) experimentou pela primeira vez o aparelho de audição que tinha pedido em uma cartinha encaminhada ao Papai Noel dos Correios. O garoto foi uma das 350 pessoas que receberam o equipamento no Centro de Saúde Auditiva Eurico Ângelo de Oliveira Miranda, do Hospital Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Ao lado do prefeito Washington Reis, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ajudou Eduardo a botar o aparelho que foi entregue pela prefeitura.

O garoto, Eduardo Franco, recebe aparelho auditivo, durante visita do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, referência em atendimento na Baixada Fluminense pelo SUS.

O menino mora em Cuiabá, no Mato Grosso, mas não conseguiu ser atendido lá. Por isso, resolveu escrever a cartinha para o Papai Noel dos Correios pedindo o aparelho e se não fosse possível, queria ganhar um boneco do Homem Aranha ou um chapéu. Hoje ele ganhou tudo que pediu. Já com o aparelho, Eduardo fez um agradecimento emocionado. “E aí, tudo bem? É um momento muito alegre. Agradeço muito a vocês. Muito obrigada a vocês, parabéns”, disse o menino, ainda com um pouco de dificuldade na fala, limpando as lágrimas.

A avó Clemair Gonçalves, de 48 anos, que o acompanhava também estava emocionada de ver o neto com uma perspectiva melhor de vida e desenvolvimento nos estudos.”Vai ser bem melhor, ele vai se atualizar, aprender mais. Vai ter facilidade de entender as coisas, Vai ter progredir na escola”, disse comentando sobre o efeito do aparelho a que chamou de presentão.

Para o ministro apesar da “generosidade e humanidade” da Prefeitura de Caxias, a cidade do menino deveria ter condição de o atender. “Isso aqui é uma coisa que deveria ter sido resolvida lá em Cuiabá. Deveria ter sido resolvida próximo à casa dele. O serviço de lá fechou. Não tem a fono, um dia tem outro não. Esse cidadãozinho brasileiro, esse menino, tem que estudar. Esse menino tem que incluir, esse menino tem que ir para a escola. Esse menino aqui, pode estar dentro dele a solução do tratamento do câncer, do tratamento das estradas brasileiras. A gente só precisa dar chance. Com esse aparelho, agora, ele passa a ter chance de interagir e ir para cima conquistar os sonhos”, apontou Mandetta, acrescentando que quanto mais cedo o atendimento tivesse ocorrido menos problemas de fala Eduardo teria.



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