Estado vai contratar 3 mil técnicos de enfermagem a partir de quarta-feira (8)

O plantão pago aos funcionários vai subir de R$ 107 para R$ 132.


Por Asafe Augusto


Manaus – O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), anunciou a contratação direta de pelo menos três mil técnicos de enfermagem que pertencem às empresas terceirizadas que prestam serviços ao Estado. De acordo com o governador, o plantão pago pelas empresas é de R$ 107 mas a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) vai pagar R$ 132, 42 por plantão. A expectativa, segundo Wilson, é economizar 30% de pessoal nessa área, mesmo pagando a mais. 

Durante o anúncio feito hoje (6) na Sede do Governo, Wilson Lima informou que o processo de contratação começa na próxima quarta-feira (8) e segue até o dia 17 de Janeiro, das 8h às 17h, no Centro de Convenções Vasco Vasques. 

“Nós estamos montando uma estrutura no Vasco Vasques com Secretaria de Saúde, Administração, com Prodam e o banco do Bradesco. Essa pessoa entra lá, passa por todos esses órgão e de lá sai contratada e com a conta aberta para já receber o salário no mês seguinte”, disse o governador. 

Esses três mil funcionários serão contratados em regime temporário com a possibilidade de renovação de até quatro anos. A informação do próprio Governo é que a Susam conta com seis mil técnicos, no entanto, três mil serão contratados e o governador não explicou como vai contratar os demais. 

Lima afirmou que essa contratação vai acabar com o “ruído de comunicação” sobre o assunto e os problemas de pagamento aos funcionários.

A relação com os nomes dos funcionários que serão contratados estará fixado a partir de hoje nas unidades de saúde do Estado. “Cada unidade terá o dia e o horário que cada funcionário deve ir ao Vasco Vasques”, pontuou.

Sobre os salários atrasados dos funcionários o governador afirmou que está conversando com as empresas sobre o que ficou pendente por parte do Governo do Estado em 2019. 

Inconstitucional

Ainda no ano passado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Érico Desterro, fez um alerta sobre a contratação direta pelo Governo, sem concurso público. De acordo com ele, essa é uma medida inconstitucional.

“A Constituição não aceita. A contratação temporária é para períodos curtos, urgentes e transitórios. Saúde é atividade permanente para o Estado. Contratações de quatro anos não têm cabimento, não é Constitucional”, afirmou o conselheiro. 



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