Alvos da Operação Sangria ficarão em prisão domiciliar por cinco dias

O ministro do STJ considerou o alto risco de contaminação da Covid-19 nos presídios para determinar a prisão domiciliar.


Da redação


O ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou a prorrogação da prisão temporária de quatro investigados na Operação Sangria, em presídios do Amazonas. No então para ministro determinou que as prisões sejam domiciliar pelo período de cinco dias.

A investigação da Operação Sangria apura fraudes e desvios na compra de respiradores no Amazonas.

O pedido de prorrogação das prisões feito pelo Ministério Público Federal (MPF) foi negado porque o ministro do STJ considerou a prisão domiciliar a alternativa mais adequada no momento, inclusive devido à pandemia da covid-19 e seu alto grau de contaminação em presídios.

No requerimento, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, argumentou que a coleta das provas relativa aos investigados detidos temporariamente foi iniciada, mas ainda não foi concluída. E pediu mais tempo para a conclusão de acareações e reinquirições no âmbito do inquérito.

Pela decisão do ministro Francisco Falcão fica determinada a “prisão domiciliar por cinco dias com proibição de qualquer tipo de relacionamento com o mundo exterior, saída sem prévia autorização, recebimento de visitas, salvo de seus advogados devidamente constituídos, contatos telefônicos ou por qualquer outro meio disponível e, especialmente, contato direto ou por interposta pessoa com os demais investigados no inquérito 1306/DF.”

Ainda de acordo com o ministro, o descumprimento dessas restrições durante o prazo fixado ensejerá o imediato recolhimento do investigado a um estabelecimento prisional.



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