Empresários realizam ato pacífico contra fechamento de flutuantes

O protesto acontece nesta quarta-feira em frente à Sede do Governo.


Proprietários de flutuantes bares e restaurantes, particulares e de locação, além de barqueiros e trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva das atividades turísticas realizadas por esses empreendimentos se reúnem pacificamente, hoje, 28, quarta-feira, a partir das 10 horas, em frente à sede do Governo do Estado, na Compensa. Eles defendem a reabertura dos flutuantes, por não representarem riscos de contaminação da Covid-19 e para atender a demanda de dezenas de trabalhadores que dependem do turismo local para sobreviver.

O Ato em Defesa da Reabertura dos Flutuantes contará com a presença de associados da recém-criada Associação dos Flutuantes do Rio Tarumã-Açu (AFLUTA) que, diante da importância da prevenção à propagação do novo corona vírus, elaborou seu próprio Protocolo de Visitação, contemplando recomendações para o combate à doença.

De acordo com o presidente da AFLUTA, Lúcio Bezerra, os flutuantes particulares de lazer são embarcações privadas destinadas à locação para pequenos eventos familiares e grupos de amigos, mediante agendamento prévio, que busca cumprir com todas as recomendações previstas pelos órgãos sanitários. “Esses empreendimentos não se enquadram no Decreto Estadual 42.792, de 24 de outubro, que prorrogou a suspensão de nossas atividades por mais 30 dias”, afirmou Lúcio.

Vale ressaltar que os impactos econômicos acarretados pelo Decreto atingem não apenas os cerca 62 proprietários associados à AFLUTA, mas turistas e famílias que já contavam com suas reservas garantidas. Cancelamentos e adiamentos de locações programados por diversos grupos familiares, além de causarem constrangimentos, por se tratar de aniversários, casamentos e reunião de amigos, ainda acumulam o prejuízo financeiro total de mais de R$ 360.000,00 por mês.

Através do sistema de locações diárias, os proprietários de flutuantes de lazer do Tarumã-Açu geram renda para cerca de 90% da comunidade ribeirinha local. A maioria dos serviços nos flutuantes é feita por algum morador da comunidade, buscando alternativas de geração de renda, por meio de pequenos negócios individuais ou em associação/cooperação. São famílias residentes no Tarumã-Açu, beneficiárias direta ou indiretamente da atividade desenvolvida nos flutuantes, que sentiram a queda brusca na economia mensal de mais de R$ 324.000,00, no total.

“Participando ainda desse ciclo de prestação de serviços, contamos com trabalhadores que executam reparos de manutenção diária, seja no auxílio à limpeza ou no suporte estrutural de cada flutuante. A perda calculada para esses trabalhadores está calculada em R$ 54.000,00 por mês”, garantiu o presidente.

E, por fim, os cerca de 50 associados da Cooperativa dos Profissionais de Transporte Fluvial da Marina do Davi (COOP-ACAMDAF), que já acumulam mais de R$ 216.000,00 de prejuízos mensais pelo fechamento dos flutuantes, para os quais oferecem o serviço de transporte de passageiros a partir da margem do igarapé



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