Novo pedido de impeachment contra Wilson foca na Operação Sangria

No processo estão anexados documentos pessoais, dossiê com matérias, inquérito policial e decisões judiciais. (Veja os documentos)


Da redação


O presidente do Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM), Inácio Guedes, e o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco de Assis Mourão Júnior, apresentaram um novo pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) contra o governador Wilson Lima (PSC) e o vice-governador Carlos Almeida (PTB).

O documento que foi protocolado, nessa terça-feira (17), na Aleam, aponta novos fatos, após os depoimentos de ex-secretários do Governo que foram alvos da Operação Sangria 1 e 2. O pedido vai ser encaminhado à Procuradoria da Casa Legislativa.

No processo estão anexados documentos pessoais, dossiê com matérias, inquérito policial e decisões judiciais, além de depoimentos dos envolvidos, para reforçar o pedido de afastamento de Wilson Lima e Carlos Almeida, dada à “farta comprovação da prática de crime de responsabilidade e improbidade administrativa”.

“Fizemos uma complementação utilizando dados da PGR e STF do que ocorreu na Operação Sangria”, disse Mourão, ao ressaltar que a sociedade não pode aceitar a corrupção.

De acordo com Mourão Júnior, a denúncia é motivada, principalmente, pelo respeito à sociedade amazonense, principalmente, neste momento crucial de pandemia.

“Para o efeito de colocar fim a situação caótica, vexatória, vergonhosa em que se encontra o Estado que deixa todos os cidadãos descrentes em relação aos poderes que regem a República Brasileira, que a tão sonhada justiça seja feita e que o Estado do Amazonas saia da lama em que está afundado e que essa Casa, que representa os anseios da população do Amazonas, possa dar a resposta que a sociedade espera!”, menciona o documento.

Os pedidos de impeachment de cada gestor foram apresentados separados. “Restou claro, no despacho do excelentíssimo Ministro Francisco Falcão, que as provas reunidas na primeira fase da Operação Sangria demonstraram claramente que ‘O Governador Wilson Miranda de Lima exercia domínio completo não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também das demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos teriam sido praticados”, diz trecho do documento referente ao governador do Amazonas.

Na peça relacionada ao pedido de impeachment do vice-governador, Carlos Almeida Filho, o documento aponta que “Há fortes indícios, conforme farta documentação juntada aos autos, inclusive com decisões do Ministro Francisco Falcão nos autos no IP nº 1.306/DF (…) de que o vice-governador do Amazonas praticou os crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de crime de improbidade e responsabilidade”.

Um processo de afastamento do governador e seu vice foi arquivado em agosto pela Assembleia Legislativa, com o aval dos parlamentares que em sua maioria são da base do governo.

Confira os documentos:

Governado01
Governador02
ViceGov01
ViceGov02

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