Opinião – CPI da Pandemia e a política “Pão e Circo”

O que era para ser sério se torna um verdadeiro deboche.


O depoimento do deputado Fausto Júnior (MDB) acabou se tornando o principal palanque para a famosa política “pão e circo” que o Brasil está acostumado. Nas perguntas, feitas pelos senadores, nesta terça-feira, 29/6, na Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) da Pandemia, foi possível notar o “modus operandi”.

Fotos: Pedro França/Agência Senado

Senadores bolsonaristas quase conseguiram se aproveitar do momento em que Fausto disse que o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), deveria ser investigado, assim como o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Afinal, quem não lembra da operação Maus Caminhos?

Porém, não durou muito, já que rapidamente, os parlamentares de oposição ao governo federal conseguiram evidenciar o nervosismo do deputado amazonense, usando isso a favor deles. Com isso, voltamos ao início das narrativas da CPI, um lado quer responsabilizar governadores, o outro lado o presidente da República.

Podemos afirmar que este depoimento também foi protagonizado pela briga pessoal de Aziz e Fausto, com ameaças e acusações. No entanto, mesmo nesse contexto, o ponto principal foi questionado. Por que a CPI da Pandemia que foi instalada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) – que tinha Fausto como relator e que descobriu a compra de respiradores em uma loja de vinhos por valores milionários – não foi mais a fundo e denunciou, de fato, o governador Wilson Lima e os demais responsáveis pela saúde baré?

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