Aprovada Lei que prioriza vacinação contra COVID-19 para mães que amamentam

A aprovação da lei representa uma vitória histórica, fruto da mobilização espontânea de mães lactantes em todo o país.


Por Patrícia Lima


Foto: Divulgação

Entrou em vigor, nesta sexta-feira (30/07), a Lei Federal n.14.190/2021, que inclui as gestantes, puérperas, lactantes, além das crianças e adolescentes com deficiência permanente, com comorbidade ou privados de liberdade como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

A lei beneficia as mães com e sem comorbidades e garante a imunização para as lactantes sem limitação da idade de seus filhos, como antes fora determinado para as mães de lactentes de até 6 meses, na maioria dos municípios brasileiros.

A sanção da matéria foi uma luta incessante do movimento nacional “Lactantes pela Vacina”, o qual mobilizou mães de todo o Brasil a buscarem apoio de parlamentares e até mesmo de profissionais da área da saúde que abraçaram a causa e disponibilizaram estudos e dados científicos a fim de embasarem a importância da vacinação de mães que amamentam.

Para uma das fundadoras e líder nacional do movimento, Júlia Maia, a aprovação da lei representa uma vitória histórica, fruto da mobilização espontânea de mães lactantes em todo país. “Nunca um PL foi criado, votado com unanimidade nas duas casas, e sancionado em tão pouco tempo. A conquista representa a proteção de mães e suas crias, e como sempre falamos, cuidar das mães é proteger o futuro. O Brasil é o campeão mundial de morte materna e de bebês, ganhou a triste estatística de ser o país dos órfãos da pandemia. Essa lei impacta diretamente nesses índices”, afirmou.

Segundo ela, em tempos de tanta polarização política, ver a união de senadores e deputados pela causa – que também beneficiou crianças e adolescentes com doenças permanentes – foi motivo de emoção para as mães.

No mês de junho, foi divulgado o resultado de um estudo espanhol chamado MilkCorona, liderado pelo Instituto de Agroquímica e Tecnologia de Alimentos do Conselho Superior de Pesquisa Científica ( IATA-CSIC ) e pelo serviço de pediatria do Hospital Clínico de Valência. O propósito era avaliar o impacto da vacinação no leite materno.

De acordo com o governo da Espanha, o estudo comparou os efeitos de três vacinas. Foram analisadas 75 lactantes vacinadas com diferentes tipos de imunizantes: 30 com vacinação Pfizer/BioNTech completa, 21 com a Moderna completa, e 24 com a primeira dose de Oxford/Astrazeneca. Em todos os casos, foram encontrados anticorpos contra a Covid-19 no leite materno.

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