Exército Brasileiro presta homenagem a irmãos que ficaram 27 dias perdidos na Selva Amazônica

O Exército Brasileiro por meio do Comando Militar da Amazônia (CMA) realizou, na manhã desta segunda-feira (11/04), homenagem aos irmãos Gleison Carvalho Ferreira, de 9 anos, e Glauco Carvalho Ferreira, de 7 anos. Os dois saíram para capturar passarinho e ficaram perdidos por 27 dias em situação de sobrevivência na Selva Amazônica no município de Manicoré, a 332 quilômetros da capital amazonense.

A homenagem foi no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e as crianças receberam uma camiseta camuflada bordada com seus nomes, um chapéu Bandeirante símbolo do CIGS e o distintivo do Estágio de Adaptação à Selva, uma faixa semicircular com a inscrição ‘SELVA’, como reconhecimento pela sobrevivência na Selva.

O Coronel Fábio Pinheiro LUSTOSA, Comandante do CIGS, destacou: “A Selva não pertence ao mais forte, pertence ao sóbrio, ao habilidoso e resistente e o Gleison e o Glauco provaram isso.  É o mister que estas crianças viveram e reconhecemos que trazem embutidas as qualidades de Guerreiro de Selva”.

O Secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, Coronel Reginaldo Ramos Machado, que fez o Curso de Guerra na Selva, afirmou que o SUS tem auxiliado na recuperação da saúde das crianças e acrescentou que os conhecimentos indígenas que o Gleison e Glauco têm em relação às intempéries da floresta, entre outros ensinamentos, contribuíram para a sobrevivência deles. Os irmãos são da etnia Mura.

Os pais das crianças Rosinete da Silva Carvalho e Claudionor Ribeiro Ferreira se sentiram homenageados juntos com seus filhos. “Estou muito feliz e satisfeita que meus filhos estão bem e foram homenageados. Até cortaram o cabelo e disseram que querem ser Soldados do Exército”, disse emocionada a mãe das crianças. Após as homenagens, as crianças e familiares realizaram um passeio no Zoológico do CIGS.

Participaram da cerimônia também o Secretário de Estado da Saúde, Anoar Abdul Samad; o Superintendente Estadual do Ministério da Saúde no Amazonas, Ricardo Lima Loureiro; e o Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei), Januário Carneiro da Cunha Neto.

A sobrevivência

Os irmãos superam as adversidades comendo a sorva, uma fruta amazônica com propriedades medicinais e fitoterápicas. A fruta possui um látex comestível, importante fonte de alimento para nativos e ribeirinhos.

O Corpo de Bombeiros montou uma equipe de busca e resgate para localizar dois irmãos na área do Lago de Capanã Grande, onde fica localizada a comunidade, mas já havia encerrado as buscas quando um ‘mateiro’, Manoel Vilkem encontrou as crianças.

Eles foram encontrados em uma área de mata fechada que faz parte da comunidade Nossa Senhora de Fátima, na Terra Indígena Lago Capanã, a cerca de 35 km da área onde eles moram.

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