Diretora da OMS é recebida no Amazonas para verificar recuperação pós covid-19

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e pela Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), recepcionou, neste sábado (07/05), a diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Covid-19, epidemiologista Maria Van Kerkhove, durante visita à capital. Além dela, representantes da OMS, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Manaus) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participaram do encontro.

A profissional está no país desde o início desta semana e desembarcou em Manaus para conhecer as estruturas de saúde destinadas ao tratamento e recuperação de pacientes acometidos pela Covid-19. No primeiro compromisso do dia, ela conheceu a estrutura do Hospital Delphina Aziz, referência para tratamento dos casos de Covid-19.

A diretora conheceu o laboratório, ambulatório, fisioterapia, o Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT), Centro Cirúrgico e a estrutura que é disponibilizada à população nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

O secretário executivo da SES-AM, Jani Kenta, afirmou que a visita da diretora é uma validação ao trabalho realizado no enfrentamento à pandemia no Amazonas.

“O Governo do Estado fica muito satisfeito com essa vinda da OMS, Opas e do Ministério da Saúde, pela escolha de verificar as nossas unidades de saúde onde ocorre o enfrentamento da Covid-19. É algo que até ratifica o processo de atendimento que foram realizados, a importância do pós-Covid e o legado que fica à população, pois a saúde não para”, destacou o secretário.

A diretora Maria Van Kerkhove disse que a visita ao Amazonas era parte muito importante da viagem ao Brasil, para entender as dificuldades enfrentadas durante a pandemia. Para ela o trabalho realizado por todos os profissionais ante as dificuldades são um sinal de esperança e um exemplo.

“Eu fiquei bastante impressionada pela maneira que eles enfrentaram essas dificuldades que a Covid-19 apresentou para nós. Eu fiquei impressionada não apenas com a capacidade técnica, mas pela compaixão, agilidade e humanidade. Eu vejo que isso está presente em todos. Aqui é uma inspiração para o mundo”, afirmou a diretora.

Investimento – Durante o período crítico de combate à pandemia, o investimento do Governo do Estado permitiu ao Hospital Delphina Aziz alcançar a sua capacidade máxima de leitos destinados para o tratamento de pacientes com a Covid-19. A unidade alcançou 180 leitos de UTI e 291 leitos clínicos. Desde que se tornou referência para pacientes com Covid-19, a capacidade de atendimento em UTI do hospital foi ampliada em mais de 260%.

O Hospital Delphina Aziz, por meio do programa Saúde Amazonas, do Governo do Estado, ainda tem capacidade de realizar 62 mil exames, 11 mil consultas e 10 mil exames de imagem por mês.

De acordo com a gestão da unidade, mais de 9 mil pacientes já receberam alta, recuperados da Covid-19.

Cenário epidemiológico – O Amazonas segue com reduções significativas nos números de casos e óbitos pela doença. Abril foi o mês com os menores indicadores desde janeiro de 2022, com diminuição de 770% nos casos, de janeiro a abril, enquanto as mortes causadas pelo vírus caíram 96,6% em quatro meses.

Reabilitação – A diretora da OMS ainda realizou visita a uma das unidades do projeto RespirAR, criado pelo Governo do Estado, implementado por meio de parceria da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (Faar) com a SES-AM, para recuperação de pacientes com sequelas da Covid-19.

Ela conheceu a estrutura do Centro de Convivência da Família da Aparecida, localizado na zona Sul de Manaus. O projeto, em mais de oito meses desde a sua ampliação, já atendeu mais de 90 mil pessoas.

O RespirAR funciona em 10 núcleos de atendimentos espalhados pela capital. Em dois Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (Caimis), três Policlínicas e quatro Centros de Convivência e na Vila Olímpica de Manaus. Para a recuperação cardiopulmonar e física dos pacientes, o projeto conta com a colaboração de 78 fisioterapeutas, 27 profissionais de educação física, 57 estagiários e oito técnicos de enfermagem.

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