Prefeito desmente dossiê vazado e coletiva termina em confusão

O prefeito de Manaus, David Almeida, e o vice-prefeito Marcos Rotta, realizaram, na manhã desta quinta-feira, 27/10, uma coletiva de imprensa onde desmentiram as acusações divulgadas em um dossiê ilegal vazado da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (Sispeam) e divulgado em veículos de comunicação nacional. A coletiva terminou em confusão generalizada entre membros da mídia manauara.

“Isso aqui é a indignação do inocente que está sendo atacado. Já chega disso! Esse dossiê não tem base legal nenhuma, não tem nenhum sentido, tanto que desde 2021 está lá no Ministério Público (MP-AM) e não gerou inquérito nenhum, nenhuma ação. Isso é só para constranger a poucos dias da eleição. Foram encontradas mais de 30 inconsistências nesse relatório. E repito aqui, sou síndico desta cidade, sou aquele que a população escolheu e uma acusação falsa dessa não vai macular o trabalho que tenho feito junto com o Marcos Rotta”, enfatizou Almeida, que também ressaltou que irá tomar as medidas cabíveis contra os autores do dossiê, quem vazou do Ministério Público o documento e quem publicou a fake news.

Confusão

No final de seu pronunciamento, o prefeito discutiu com um dos repórteres que estava cobrindo o caso, e que em diversos momentos da fala do chefe do executivo e do vice-prefeito, interrompia com perguntas.

A foto mostrada pelo prefeito seria esta, em que a equipe a qual o repórter faz parte posa ao lado do senador e candidato ao governo, Eduardo Braga.

David Almeida afirmou que o jornalista estava servindo a outros interesses e mostrou, no celular, uma foto do repórter, provavelmente, ao lado do senador e candidato ao governo, Eduardo Braga (MDB), opositor do atual governador Wilson Lima (União Brasil), apoiado por Almeida.

O prefeito logo se retirou do auditório, mas o repórter, ao ser pressionado por uma assessora da prefeitura e a proprietária de um portal, começou a gritar com todos os trabalhadores de outros veículos de imprensa que também cobriam a coletiva.

A dona do portal que discutiu com o repórter afirmou que ele estava “querendo agredir mulheres”, fato que não aconteceu, já que ele gritou de forma generalizada e não direcionada as duas mulheres que disseram que ele estava mentindo sobre os fatos.

Deixe uma resposta