Oficina G3 faz maior show da ‘Humanos Tour’ em Manaus

Por Asafe Augusto

Em um show nostálgico que ultrapassou a barreira das gerações, a banda de rock brasileira Oficina G3 tocou seus sucessos para quase quatro mil pessoas, com a Humanos Tour, durante a noite desta sexta-feira, 28/10, no Podium da Arena da Amazônia, na zona Centro-sul de Manaus. E não foi apenas o público que se emocionou com as músicas que marcaram histórias, os integrantes da banda também demonstraram, no palco, uma performance digna de Manaus. O grupo deixou o futuro pós turnê em aberto, podendo vir coisas novas, ou não.

Desde o início do evento, realizado pela Celebrar Produções, a conexão entre os músicos e a plateia era incrível e podia-se ver o brilho nos olhos dos fãs que estavam desde 17h esperando o rock ‘n roll começar, e também o entusiasmo dos músicos com o maior público desta turnê até agora. O show foi completo com o guitarrista Juninho Afram, o tecladista Jean Carlos, o baixista Duca Tambasco, PG nos vocais, além de Walter Lopes e Lufeh que dividiram a batera.

Jean Carlos afirmou que para a banda é sempre uma honra tocar no calor de Manaus, e lembrou dos primeiros eventos na cidade, nos anos 90, que reuniam cerca de 60 pessoas em um local tão pequeno, que quando eles levantavam os braços as mãos batiam no teto. Com o passar dos anos, o número de pessoas foi aumentando, e o tecladista conta que um dia eles tiveram que tocar em um palco todo decorado para o ‘Boi Manaus’, mas com público de 15 mil pessoas.

“A nossa história com Manaus é especial, aqui tem um público que participa, comenta, e retornar é incrível, não só pela nostalgia e a saudade, mas pela história que temos aqui nesse lugar que muita gente não conhece. É uma honra, um privilégio estar aqui”, afirmou Jean.

O guitarrista da banda, Juninho Afram, declarou que todos os passos e processos para que a turnê se realizasse foram guiados por Deus. De acordo com o músico, nada aconteceu num piscar de olhos e a ideia inicial era uma turnê do álbum O Tempo, mas com a pandemia adiando os planos, eles decidiram fazer a Humanos Tour com algumas músicas do CD O Tempo.

E depois da Turnê?

Os integrantes fixos da banda, Juninho, Duca e Jean, postaram em suas redes sociais seus novos instrumentos, o que para muitos deixa perguntas no ar: será que teremos alguma novidade com esses equipamentos novos? O que eles vão fazer depois dessa turnê? A banda para por mais cinco anos?

O guitarrista Juninho Afram, por exemplo, vai passar a usar uma guitarra de sete cordas e, segundo ele, a sonoridade dela não se aplica a esta turnê e para utilizá-la teria que compor novas músicas. Já o baixista Duca Tambasco disse que eles estão sempre atentos a novas tecnologias na área musical e por isso estão renovando os setups. Sobre a gravação de um novo álbum ou mais uma parada, eles afirmaram que ainda não sabem e deixaram o futuro em aberto.

“Todo mundo pergunta porquê a guitarra de sete cordas e eu digo que é mais uma corda pra gente errar. (risos) Não vamos usar essa guitarra nesta turnê porque ela já foi concebida em cima de uma afinação em um tom abaixo com guitarra de seis cordas e contrabaixo de quatro cordas. Teria que compor uma coisa nova literalmente com essa guitarra de sete cordas na mão”, disse o guitarrista.

Encontro de gerações

Segundo Juninho, algo que o tem surpreendido nas apresentações pelo Brasil é o encontro de gerações. São pais levando os filhos, irmão mais velho que influenciou o mais novo e pessoas que se converteram ao evangelho em um show da banda.

“Inicialmente estávamos achando que vinha uma galera mais velha, inclusive, quando vimos que o pessoal que estava curtindo as postagens era muita gente nova e isso nos surpreendeu. São pais que trazem os filhos e isso é muito legal”, conta Juninho Afram que também destaca que a turnê tem um objetivo mais profundo e atrelado à palavra de Deus.

“Muitas pessoas acabam conhecendo o evangelho por meio dos pais, mas não têm uma relação pessoal com Deus e esse é o lance do G3: a música é uma ferramenta para falar do que vivemos e nosso maior objetivo é falar da nossa vida com Deus. A gente apenas musicaliza e poetisa as nossas experiências com Deus e esse é o objetivo, fazer com que essa galera tenha uma relação tête-à-tête e não através de alguém”, destaca Juninho.

PG, Walter e Lufeh

A Humanos Tour conta com três músicos convidados que fizeram parte da banda e marcaram seu lugar na história. O vocalista PG, concilia o trabalho no G3 com a turnê Peregrino, da sua carreira solo, onde canta e toca contrabaixo em um power trio. O baterista Lufeh, que atualmente mora nos Estados Unidos, gravou os CDs Humanos e Além do que os Olhos Podem Ver, com músicas que representaram a mudança na sonoridade da banda. O também baterista Walter Lopes, que foi um dos fundadores da banda Oficina G3, no final dos anos 80, atualmente é pastor da Missão 242, no interior de Santa Catarina, e conta que participar desse momento é um presente.

“Eu entendo isso como um presente de Deus e mais uma grande oportunidade para cumprir a missão que é de ir e pregar o evangelho, também através da música”, finalizou Waltão.

Texto: Asafe Augusto
Fotos: Samuel Paixão e Asafe Augusto

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